Ser Estratégico Não É O Que Te Falaram
4/24/20267 min read
Olá, empreendedor/a!
Confesso que hoje vou precisar da sua ajuda pra responder uma questão: afinal, o que é ser estratégico?!
Se você já recebeu esse feedback, que mais confunde do que ajuda, entende que esse adjetivo corporativo precisa de uma definição mais estratégica .
A tradução na prática pode ser: continue fazendo tudo que você já faz, mas de um jeito melhor. Frustrante, né?
Mas ser estratégico, de verdade, não é sobre fazer mais. É sobre fazer diferente. É estar um passo à frente e pensar na forma antes da ação.
Pode até parecer a mesma coisa, mas, com o tempo, essa diferença muda completamente o jogo.
Em O Gambito da Rainha, Beth Harmon se destaca pela forma como ela enxerga o tabuleiro de xadrez. Enquanto seus adversários reagiam às jogadas, ela antecipava os cenários.
No mundo profissional, “ser estratégico” virou um rótulo. Um jeito de descrever quem fala bem, participa das decisões ou parece ter visão de longo prazo. Mas, na prática, é entender quais movimentos realmente mudam o jogo.
Se você já sentiu que está fazendo tudo certo, mas ainda assim não está avançando como poderia, talvez esse seja o momento ideal pra olhar pra isso com mais clareza.
O que vamos ver a seguir:
Por que todo mundo quer ser estratégico?
Pensamento analítico é o tabuleiro da estratégia
Quem mexe as peças vs. quem decide a partida
O gambito da clareza: check-in para pensar melhor no dia a dia
A arte de mover as peças antes do problema aparecer
Xeque-mate
Bora lá?
Estratégia é saber como usar todas as ferramentas a seu favor para gerar resultados.
Por que todo mundo quer ser ESTRATÉGICO?
Dentro do mundo corporativo, esse adjetivo é sinônimo de competência. E quem não quer parecer competente?
A Harvard Business Review cita que, em uma pesquisa com 10 mil líderes seniores, 97% disseram que ser estratégico é o comportamento de liderança mais importante para o sucesso da organização.
Não é uma questão de vaidade, é um comportamento fundamental para gerar resultados. O problema é associar isso a agenda lotadas quando, na prática, a estratégia começa em fazer escolhas consistentes.
Segundo Michael Porter, economista, professor, teórico de negócios:
"A essência da estratégia é escolher o que não fazer."
Na hora que o calo aperta, nossa primeira ação é resolver. Talvez para se livrar do problema, talvez para mostrar serviço, talvez os dois… Mas a ação mais estratégica é parar e analisar.
Em O Gambito da Rainha, Beth não se desespera por jogar mais rápido ou por fazer mais movimentos. Pelo contrário, em vários momentos, ela para. Observa. Reorganiza o tabuleiro na cabeça antes de agir.
E esse é o ponto. Sair do modo reativo e pensar rapidamente no todo é o primeiro passo para tomar decisões que posicionam melhor o negócio para o futuro.
PENSAMENTO ANALÍTICO é o tabuleiro da estratégia.
Agora precisamos voltar duas casas. Para desligar esse modo reativo e agir de forma assertiva, é preciso treinar o olhar. Antes de começar a pensar em planos de ação, ou dizer não para alguns compromissos, você precisa se afastar do problema. Olhar para todos os lados do tabuleiro e escanear possibilidades. Isso é pensamento analítico, a base da estratégia.
O World Economic Forum aponta que pensamento analítico segue como a principal competência entre empregadores em 2025, com 7 em cada 10 empresas considerando essa habilidade essencial.
E olha, isso não é uma tarefa fácil! Eu sei como é, quando aparece uma situação cabulosa, a primeira reação é tentar resolver.
Mas conseguir decompor problemas, identificar padrões e distinguir sinal de ruído é uma habilidade de profissionais realmente estratégicos. E ela se apoia numa base cognitiva muito concreta.
Quem mexe as peças vs. Quem decide a partida.
Se você já assistiu a essa série, vai lembrar da pose clássica da protagonista enquanto observa as peças no tabuleiro. E não só o tabuleiro, Beth olhava atentamente o tempo de partida, o contexto, o adversário, tudo importava.
Antes de definir metas e organizar a rotina para cumpri-la, é importante perceber as relações entre sinais, contexto, risco e oportunidade antes que elas de fato aconteçam.
Esse aspecto diferencia quem só executa ações isoladas de quem tem pensamento estratégico e analítico.
Por exemplo: se seu setor precisa bater uma meta de faturamento, seu primeiro passo é:
partir direto para ações táticas, como baixar preço.
ou
Olhar para os dados e entender o momento.
Identificar padrões de comportamento.
Avaliar produto, oferta e contexto?
Uma decisão pode até parecer boa, mas sem considerar o cenário completo (cultura, incentivos, governança ou capacidade de execução), ela quebra. Portanto, parar e olhar com uma visão 360 de conexão para mapear o plano é a ação mais eficaz para momentos de decisão.
Em um dos artigos mais citados sobre liderança estratégica, a Harvard Business Review resume essa habilidade em seis capacidades: antecipar, desafiar, interpretar, decidir, alinhar e aprender.
Essa sequência mostra que ser estratégico não acontece numa única etapa. Essa habilidade exige observar o ambiente, questionar pressupostos, interpretar padrões e só então decidir.
Em outras palavras, não basta ver muita informação; é preciso transformá-la em leitura de contexto e estar ciente das consequências, implicações e resultados das ações.
Profissionais estratégicos dizem NÃO.
Saber priorizar é um dos testes mais reais e difíceis para quem quer começar a ser mais estratégico, mas o xadrez também nos ensina isso, acredita?
O nome da série é uma grande interrogação de quem não conhece o jogo, mas faz todo sentido! Um gambito é quando você abre mão de uma peça no início do jogo para ganhar vantagem depois.
Pessoas estratégicas sabem fazer escolhas.
A Harvard Business Review lembra que a definição prática de prioridade envolve escolher o que não será feito com o mesmo rigor com que se escolhe o que vai avançar. Ou seja: toda vez que você não consegue escolher e estabelecer prioridades, ainda não foi estratégico o suficiente.
Mas como fazer a escolha mais assertiva e acertada para o momento?
Entramos em reuniões, projetos ou decisões já tentando responder e aceitar tudo… sem nem ter certeza se entendeu o problema certo.
Mas aqui está o pulo do gato: antes da resposta, é preciso começar pelas perguntas.
Parece simples? E é mesmo, mas é exatamente esse tipo de clareza que separa quem reage de quem pensa o jogo. No fim, a qualidade da sua decisão nunca vai ser maior do que a qualidade da pergunta que você fez antes dela.
Pensando nisso, trouxe essa ferramenta para te ajudar de forma prática e rápida a agir com mais estratégia:
O CAMBITO DA CLAREZA: Um check-in simples para pensar melhor no dia a dia.
Antes de entrar em qualquer projeto, reunião ou decisão importante:
Qual problema realmente estamos tentado resolver?
Que impacto isso pode gerar nas outras áreas, clientes ou próximos passos?
O que é prioridade de verdade - e o que não é?
Que sinal estou ignorando hoje que pode virar problema amanhã?
Bora para a mão na massa?
Aplique esse check-list em alguma situação do seu dia. Pare, responda em 2 minutos essas quatro perguntas e veja qual plano de ação você achou a partir dessa análise.
A arte de MOVER AS PEÇAS antes do problema aparecer.
No xadrez, você não perde na jogada que fez, mas nas que não antecipou. Mas antecipar não é adivinhar, é ter uma visão holística e entender o jogo em que você está inserido. Olhe essa sequência:
antecipar → entender o sistema → executar
No fim, quem joga melhor é quem analisa e entende o tabuleiro inteiro, dessa forma, é possível se mover as peças certas antes da maioria.
No Global Human Capital Trends 2026, a Deloitte mostrou que 7 em cada 10 líderes consideram que a principal vantagem competitiva está na capacidade de se adaptar rápido e antecipar mudanças.
É por isso que apenas um plano de longo prazo não é suficiente, o mercado valoriza quem consegue ler impactos futuros e preparar respostas antes que a urgência estoure.
XEQUE - MATE.
No xadrez, para vencer o jogo, é preciso ler a partida. Para ler a partida, é preciso chegar preparado para ela, independentemente de suas variáveis. No mundo corporativo isso também acontece porque tanta gente quer parecer estratégico, mas não consegue ser de fato. Pensamento analítico, priorização e aprendizagem contínua são soft skills mais difíceis do que parecer estar sempre ocupado e com acúmulo de funções. Mas quem busca essas habilidades, está um passo à frente dos adversários.
Esses profissionais encerram as melhores partidas com xeque-mate.
Estudos de Caso: Exemplos de Estratégia Bem-Sucedida.
Os estudos de caso são ferramentas poderosas para entender como a implementação de estratégias inovadoras pode levar a resultados notáveis. Uma evidência clara disso pode ser vista na ascensão da Netflix, uma empresa que começou como um serviço de locação de DVDs. A Netflix adotou uma abordagem estratégica de transição para o streaming digital em resposta às mudanças nas preferências dos consumidores. Este movimento audacioso envolveu não apenas uma reorientação de seu modelo de negócios, mas também um investimento significativo em tecnologia e conteúdo original. A aposta em produções exclusivas resultou em um aumento importante no número de assinantes, consolidando sua posição de liderança no mercado.
Outro exemplo é a IKEA, que implementou uma estratégia centrada no cliente desde sua fundação. A empresa sueca inovou ao oferecer móveis de qualidade a preços acessíveis, combinando design funcional com uma experiência de compra única. A IKEA utilizou uma abordagem de marketing focada na sustentabilidade e na personalização da experiência do cliente, destacando-se em um mercado competitivo. Ao otimizar as operações logísticas e adotar uma estratégia de produção mais eficiente, a marca conseguiu reduzir custos e aumentar a satisfação do cliente, tornando-se uma referência global.
Além disso, a Starbucks também representa um caso fascinante de adaptabilidade e inovação. Em um cenário de crescente competitividade no setor de café, a Starbucks diversificou seu portfólio com produtos inovadores e aprimorou sua experiência no ponto de venda. A introdução de cafés personalizados e a criação de um ambiente acolhedor tornaram-se parte essencial de sua estratégia. A empresa investiu em tecnologia ao lançar um aplicativo que não só facilita a compra, mas também promove um programa de fidelidade, incentivando a repetição de compra entre os clientes. Essas táticas, somadas à sua forte identidade de marca, permitiram que a Starbucks mantivesse um crescimento contínuo mesmo em tempos desafiadores.
E assim se encerra nossa partida, digo, edição. Espero que tenha gostado dessa conversa, nos vemos na próxima.
Forte abraço!
Sucesso na jornada!
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